CURSO DE MANUTENÇÃO DE XBOX, PLAYSTATION 2 E NINTENDO WII

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Videogame pode ser arte?

Em Abril, Roger Ebert, crítico do jornal Chicago Sun-Times, postou um artigo em seu blog intitulado ?Videogame nunca será arte?. Em alguns minutos, as repercussões começaram. As respostas variavam de objeções intelectuais aos clássicos comentários da internet. Muitos ângulos foram debatidos, mas um ponto de vista dominava: você não pode analisar a arte por trás dos videogames sem nunca ter jogado.

Ebert cedeu um pouco. Em um artigo seguinte intitulado ?Ok, crianças, brinquem no meu gramado?, postado em julho, ele admitiu que, mesmo que sua opinião não tenha mudado, teceu suas críticas sobre os games sem ter experimentado os jogos.

Agora é hora de colocar o assunto a pessoas experientes no meio. Designers de games, vários críticos, jornalistas, acadêmicos e historiadores ? todos jogadores confessos ? responderam a questão que é emblemática da rixa entre tecnologia e cultura: videogame pode ser arte? Confira as respostas:

Nick Montfort, professor de mídia digital no Massachusetts Institute of Technology (MIT)
Podemos querer dizer várias coisas com esta pergunta. Primeiro, os videogames podem ser vendidos por negociantes de arte, aparecer em galerias e museus e serem aceitos como parte do mundo artístico? Eles já estão: é só olhar para as criações de Cory Archangel, Mark Essen e Eddo Stern. Segundo, os games podem tocar em questões complexas com sensibilidade com diferentes perspectivas? Eles já fazem isso: veja o trabalho de Terry Cavanaugh, Jason Rohrer, Molleindustria e Tale of Ties, e games comerciais como Bully (Também chamado de Canis, Canem Edit) e Indigo Prophecy (Fahrenheit). Por fim, os jogos podem oferecer uma experiência estética que é particular à arte? De fato, eles já fazem isso: veja Rez, de Tetsuya Mizuguchi, um jogo dedicado a Kandinsky e o qual eu descobri e joguei pela primeira vez no Museu da Imagem em Movimento em Queens, Nova York. É uma boa fase para aqueles interessados nesta questão verem que os trabalhos já estão por aqui.

Denis Dutton, professor de filosofia na Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, e autor de The Art Instinct (Arte e Instinto)
Muitos elementos artísticos são usados na criação dos videogames. Eu acho que é impossível experimentar as habilidades técnicas sutis e elegantes de Bioshock com algo menos que admiração pelo talento artístico dos criadores. Além disso, games oferecem enredos convincentes. Eles podem também introduzir uma outra personalidade à mistura: a do jogador.

Mas em minhas experiências jogando ? com Grand Theft Auto IV, por exemplo ? eu descobri que minha presença não colaborou em nada para fazer a experiência dramática mais profunda. Então, se Grand Teft Auto é um trabalho artístico, minha estúpida contribuição para ele foi danosa. Talvez eu precise de mais prática. Mesmo assim, não estou certo de que poderia aumentar a graça de metralhar gângster ao nível das melhores peças, romances e filmes.

Considere Otello de Shakespeare. Por que eu imaginaria por um momento que ter a chance de interferir na peça poderia fazê-la melhorar? Um final feliz ? Otello e Desdemona cantando um dueto de amor, comigo atrás tocando uma harpa ? seria um melhoramento em Shakespeare? Videogames são uma boa diversão, mas por que precisam da validação de serem chamados de arte? Já não é divertido o suficiente?